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O que é ventosaterapia? Como funciona, tipos de ventosa e o que esperar

Entenda o que é ventosaterapia, de onde vem, como funciona a sessão, os tipos de ventosa, as marcas roxas na pele e o que a prática pode e não pode prometer.

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Talvez você já tenha visto atletas ou celebridades com marcas redondas e arroxeadas nas costas. Essas marcas vêm de uma técnica antiga que voltou a ficar popular. Mas afinal, o que é ventosaterapia, como ela funciona e o que dá para esperar de uma sessão?

Neste guia você entende a técnica de forma simples, conhece os tipos de ventosa e sabe separar o que é expectativa realista do que é promessa exagerada.

Ventosaterapia em poucas palavras

A ventosaterapia é uma técnica em que copos (as ventosas) são aplicados sobre a pele criando uma pressão negativa, ou seja, uma sucção. Essa sucção puxa a pele e os tecidos logo abaixo para dentro do copo.

A prática tem registros em várias culturas antigas, como na medicina tradicional chinesa e em tradições do Oriente Médio, onde é conhecida como hijama. Hoje ela é usada principalmente como prática complementar, em clínicas de massoterapia, estética, spas e por terapeutas corporais.

Como funciona uma sessão

Uma sessão costuma seguir este roteiro:

  1. Conversa inicial (anamnese): o profissional pergunta sobre saúde, remédios em uso, alergias e o motivo da procura.
  2. Preparação da pele: limpeza da região e, em geral, aplicação de óleo para facilitar o deslizamento.
  3. Aplicação das ventosas: os copos são posicionados e a sucção é ajustada.
  4. Tempo de permanência ou deslizamento: as ventosas podem ficar paradas alguns minutos ou ser deslizadas sobre a pele.
  5. Retirada e orientações: o profissional remove os copos com cuidado e explica o que esperar nos dias seguintes.

A duração varia conforme o objetivo e o protocolo do profissional. Na primeira vez, é comum começar com sucção mais leve.

Tipos de ventosa

TipoComo cria a sucçãoObservação
Acrílico com bombaUma pistola manual retira o arMuito usada por ser prática e permitir controlar a intensidade
SiliconeBasta apertar o copo e soltar sobre a peleBoa para deslizamento e áreas menores
Vidro com fogoO fogo consome o ar dentro do copoExige treinamento e muito cuidado pelo risco de queimadura
Elétrica ou a vácuoUm aparelho controla a sucçãoComum em clínicas de estética

Ventosa fixa e ventosa deslizante

  • Fixa: o copo fica parado no mesmo ponto por alguns minutos.
  • Deslizante: com a pele untada de óleo, o profissional movimenta o copo, em um efeito parecido com uma massagem.

Ventosa seca e ventosa com sangria

A forma mais comum no Brasil é a ventosa seca, sem nenhum corte na pele. Existem tradições que fazem pequenas incisões para retirar sangue (ventosa úmida ou hijama). Essa variação envolve risco de infecção e contato com sangue, e não deve ser feita por quem não tem formação e habilitação adequadas na área da saúde.

E as marcas roxas?

As marcas arredondadas aparecem porque a sucção leva sangue para a superfície da pele. Elas não são queimaduras quando a técnica é bem feita, e a cor varia de rosa a roxo-escuro conforme a pessoa e a intensidade.

Alguns pontos importantes:

  • As marcas costumam sumir em alguns dias ou semanas.
  • A cor da marca não serve para diagnosticar nada no corpo, apesar de ser comum ouvir isso.
  • Bolhas, feridas ou dor que não passa não são normais e precisam de avaliação.

O que esperar e o que não esperar

Muita gente procura a ventosaterapia buscando relaxamento e sensação de alívio da tensão muscular, especialmente nas costas, ombros e pescoço. A experiência é pessoal, e as pesquisas científicas sobre a técnica ainda têm resultados variados.

Por isso, desconfie de promessas como:

  • “Cura” de doenças ou dores crônicas.
  • “Desintoxicação” do organismo.
  • Emagrecimento ou eliminação de celulite garantidos.

Um profissional sério apresenta a ventosaterapia como complemento, nunca como substituto de consulta médica, fisioterapia ou tratamento indicado por profissional de saúde.

Quem não deve fazer sem orientação

Antes da sessão, avise o profissional se você:

  • Usa anticoagulantes ou tem problema de coagulação.
  • Está grávida.
  • Tem feridas, queimaduras, varizes ou pele sensível na região.
  • Tem doença crônica, como diabetes, problemas cardíacos ou de pele.
  • Fez cirurgia recentemente.

Nesses casos, o caminho mais seguro é conversar com o médico antes. Falamos disso em detalhe no artigo ventosaterapia: contraindicações e cuidados.

Ventosaterapia pode virar trabalho?

Sim, muita gente usa a técnica como serviço complementar em massoterapia, estética e terapias corporais. Para isso é preciso estudo, prática supervisionada, higiene rigorosa e responsabilidade com o cliente. Se esse é o seu interesse, veja o guia como trabalhar com ventosaterapia.

Erros comuns de quem vai fazer a primeira sessão

  • Esconder informações na anamnese: remédios, gestação ou doenças mudam a conduta. Fale tudo, mesmo o que parecer irrelevante.
  • Pedir sucção forte “para fazer efeito”: intensidade maior não significa resultado melhor e aumenta o risco de bolhas e desconforto.
  • Marcar a sessão às vésperas de um evento: se você não quer marcas visíveis, combine as regiões com antecedência ou escolha outra data.
  • Fazer exercício intenso, sauna ou sol forte logo depois: pergunte ao profissional quais cuidados seguir nas horas seguintes.
  • Repetir sessões em sequência sem intervalo: a pele precisa de tempo para se recuperar das marcas anteriores.

Como escolher um profissional

Como a ventosaterapia é oferecida em ambientes muito diferentes, vale observar alguns sinais antes de marcar:

  • O profissional faz perguntas sobre sua saúde antes de começar?
  • Os copos são higienizados entre clientes e o ambiente é limpo?
  • Ele explica a técnica que vai usar e pede sua autorização para as regiões tratadas?
  • Ele não promete cura, emagrecimento ou “desintoxicação”?
  • Se trabalha com ventosa de fogo, demonstra cuidado e treinamento?
  • Atende em local com alvará e segue as regras da Vigilância Sanitária do município?

Se a resposta for “não” para a maioria dessas perguntas, procure outra opção.

Cuidados depois da sessão

  • Beba água e mantenha a região limpa.
  • Evite esfregar a pele marcada com bucha ou esfoliante nos dias seguintes.
  • Observe a pele: rosa a roxo é esperado; bolha, ferida ou calor intenso no local não.
  • Se surgir dor forte, febre ou sinal de infecção, procure atendimento de saúde.

Resumo

  • Ventosaterapia é a aplicação de copos que fazem sucção na pele.
  • Existem ventosas de acrílico, silicone, vidro e elétricas, aplicadas de forma fixa ou deslizante.
  • As marcas roxas são esperadas e costumam sumir em dias ou semanas.
  • É uma prática complementar: pode trazer sensação de relaxamento, mas não cura doenças.
  • Há contraindicações, e a conversa inicial com o profissional é indispensável.

Perguntas frequentes

Ventosaterapia dói?

A maioria das pessoas descreve uma sensação de puxão ou pressão na pele, que pode ficar incômoda quando a sucção é forte. Um bom profissional ajusta a intensidade durante a sessão e para quando o cliente pede. Dor intensa não é sinal de que está funcionando e deve ser comunicada na hora.

Quanto tempo duram as marcas da ventosa?

As marcas arredondadas costumam clarear em alguns dias e, em geral, somem em uma a duas semanas. O tempo varia de pessoa para pessoa e conforme a intensidade e a duração da aplicação. Marcas que não somem, bolhas ou feridas devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

Ventosaterapia cura doenças?

Não. A ventosaterapia é uma prática complementar, usada principalmente em busca de relaxamento e alívio de tensão muscular. Ela não substitui diagnóstico nem tratamento médico. Quem tem algum problema de saúde deve procurar um médico e informar que pretende fazer a sessão.

Qualquer pessoa pode fazer ventosaterapia?

Não. Há situações em que a prática deve ser evitada ou só feita com liberação médica, como uso de anticoagulantes, problemas de coagulação, pele lesionada, gestação e algumas doenças crônicas. Por isso a entrevista antes da primeira sessão é indispensável.

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